A 33º Assembleia do Conselho Missionário Nacional ocorre na sede nacional das Pontifícias Obras Missionárias de 11 a 13 de março com o tema: Cuidar da Casa Comum é nossa missão. Reúne bispos referencias para a missão, coordenadores dos Conselhos Missionários dos Regionais da CNBB e representantes de organismos missionários no Brasil. 


“A humanidade tem uma dupla tarefa: deve cuidar da casa e de seus habitantes. Hoje, no mundo globalizado, o território missionário é mais amplo e nossa responsabilidade é maior do que há um século atrás”. A reflexão é do teólogo e assessor do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), padre Paulo Suess, ao falar dos “impulsos missionários” da encíclica Laudato si`, para os participantes da 33ª Assembleia do Conselho Missionário Nacional (Comina).
O encontro reúne nos dias 11 a 13, na sede das POM em Brasília (DF), 50 pessoas entre bispos, coordenadores dos Conselhos Missionários Regionais (Comires) e representantes de organismos missionários no Brasil.
Sobre a metodologia utilizada pelo papa Francisco, padre Suess destacou a passagem do discurso dedutivo ao indutivo. “A Laudato si` segue o método ver-julgar-agir que denuncia uma concepção idolátrica e mágica do mercado num protesto contra uma economia que exclui os mais pobres. Trata-se não apenas de dois métodos diferentes, mas também de duas maneiras de ser Igreja”, observou o teólogo. “A passagem de um método ao outro significa mudança de perspectiva”, disse.
A missionariedade da Laudato si` é preparada pela exortação Evangelii gaudium onde Francisco redefiniu a proposta da Nova Evangelização. “Agora não se trata apenas de mais zelo ou mais piedade, mas de iniciar ‘um processo de reforma missionária ainda pendente’ (LS 3). Os prefixos de Nova Evangelização são a decisão missionária, a decisão para uma outra lógica, para um outro estilo de vida, uma decisão pelos pobres, os outros e os deixados para trás”.
Segundo padre Suess, a linha mestre que atravessa toda Laudato si`é a articulação da questão ambiental com a questão social e cultural. “O ambiente humano e o ambiente natural degradam-se em conjunto. Cuidar do bem viver de todos e da casa para todos, de hoje e amanhã. Eis a raiz profunda dos impulsos missionários da encíclica”, afirmou o teólogo e lembrou que Jesus Cristo corrige a lei “natural” da sobrevivência do mais forte. Ele defendeu a humanidade a partir dos pequenos, dos mais fracos e dos pobres. “No bem viver de todos se realiza a nova Criação”.
Na esteira do jubileu de ouro do Vaticano II, o papa Francisco propõe uma “Igreja em saída” com as portas abertas e despojada. “A missão é o antídoto contra a mundanidade espiritual que cultiva o cuidado da aparência”.

Em suas considerações sobre a encíclica, padre Paulo Suess salientou o nexo histórico entre questões ecológicas e questões sociais numa “ecologia integral” (LS 137ss). A “ecologia humana” é o cuidado da “casa comum” do planeta terra e é expressão vivencial e responsável pelo “bem comum”. A crise ecológica é a “manifestação externa da crise ética, cultural e espiritual da modernidade” (LS 119). A reflexão ecológica aprofunda as questões sociais e a opção pelos pobres. “Não há duas crises separadas: uma ambiental e outra social, mas uma única e complexa crise socioambiental” (LS 139).
Padre Paulo finalizou com um chamado à conversão ecológica e ao desprendimento. “A conversão ecológica exige abandonar enfoques parciais, já que hoje todas as crises do sistema econômico mundial estão interligadas. Exige também reconhecer os próprios erros, pecados, vícios ou negligências, e mudar a partir de dentro e de fora porque a desigualdade não afeta apenas indivíduos, mas países inteiros”.
“O horizonte de Laudato si` vai muito além da proposta de um capitalismo verde. É preciso fazer dessa encíclica o nosso grito missionário para o mundo”, complementou Suess.
Em seguida, a Irmã Irene Lopes, assessora da Comissão para a Amazônia da CNBB, apresentou a Rede Eclesial Pan-amazônica (Repam). Falou ainda, sobre uma série de Seminários programados para acontecer nos diversos regionais em 2016 e 2017 para estudar a Laudato si´ e divulgar a Repam.
Ante de finalizas as atividades da manhã houve um breve debate sobre o documento abordado.
No período da tarde o encontro deu continuidade com os trabalhos em grupos com as seguintes questões:
a) Como se dá a relação dos COMIREs com os Regionais? e dos COMIDIs com as Dioceses? e com a outras formas de organização missionária (CIMI, CRB, Obras Missionárias, etc)?
b) Como o COMINA e outros organismos missionários devem ajudar os COMIREs a se capacitarem a exercer a sua função de assessoria e animação, de maneira a fortalecer o seu protagonismo? Façam propostas concretas;
c) Aprovamos na última Assembleia o documento “Missão e Cooperação Missionária”: leram, estudaram, está servindo, como se poderia avançar?
Após o lanche cada secretário de grupo expôs as resposta para discussões em plenário. Suzana Portela secretariou o grupo 5.

Em seguida ocorreu a partilha da caminhada de alguns organismos. Suzana Portela de Sousa – Missionária da Realeza de Cristo, representando a Presidente da CNIS Aparecida Guadalupe Cafaro, foi convidada a falar um pouco da caminhada da Conferência Nacional dos Institutos Seculares do Brasil. Suzana expos sua fala por meio de apresentação em Slides, ressaltou que a CNIS é constituída por 52 Institutos Seculares e 16 Associações. A divulgação dos institutos seculares e eventos da conferencia nacional dá-se pelas redes sociais https://cnisb.org.br/ e http://cnisbr.wix.com/cnisbrasi. Destacou algumas atividades realizadas como:
A realização da XXII Assembleia da Conferência Nacional dos Institutos Seculares, na Cidade de Santa Luzia – MG, no Recanto Coqueiro D´Água de 05 a 07 setembro de 2015. O tema: “Consagrados seculares em saída’, desafiados para a profecia e missão, e o lema: “Brilhe a vossa luz diante dos homens” (Mt 5, 16). Participaram 96 membros de 40 Institutos Seculares e alguns deles deram testemunhos de suas experiências, dificuldades, anseios.
Aconteceu em a Aparecida do Norte, SP, a V Jornada Nacional dos Institutos Seculares nos dias 30 e 31 de janeiro de 2016, em que Dom Jaime Spengler, bispo responsável pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada CMOVC, refletiu com os Consagrados Seculares tema da Jornada: “Consagrados em saída… rosto da misericórdia de Deus”.

Falou sobre a importância do Curso de Extensão pela Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul – PUCRS Instituto Seculares Vocação e Missão, que esta sob a Coordenação: Moema Muricy Centro Diocesano de Formação Pastoral – Rua Dr. Emílio Finger, 685 – Bairro: Colina Sorriso, Caxias do Sul – RS. Deu ênfase no objetivo: que é proporcionar reflexão e aprofundamento sobre a vocação e missão dos Institutos Seculares, valorizando a caminhada de cada Instituto. E na sua Justificativa: a necessidade de uma maior comunhão no carisma específico dos Institutos Seculares, para visualizar essa vocação e missão, na Igreja e no mundo.
Houve também a participação da CNIS no encontro Mundial em Roma – Encerramento da vida consagrada nos dia 28 e 29/02 2016. Dentre os aproximadamente 4.000 Consagrados, estavam cerca de 440 membros de Institutos Seculares, destes 60 da América Latina e 4 do Brasil.  
Suzana finalizou sua fala que o consagrado realiza as mais diversas atividades na esfera social, logo que a sua missão é ser fermento e sal na massa. Comunicou que o conselho se reunirá em abril deste ano para articular o primeiro Encontro dos Institutos Seculares Masculinos. Ainda destacou a divisões dos diversos institutos como uma forma de cultivar a unidade entre os mesmos. Agradeceu atenção de todos e o espaço concedido a CNIS.







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